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Os desafios da gestão escolar em 2026: entre estratégia, cuidado e relações

O início de mais um ano na gestão escolar exige planejamento e visão estratégica. Em um cenário de rápida evolução tecnológica, marcado por transformações sociais,…

O início de mais um ano na gestão escolar exige planejamento e visão estratégica. Em um cenário de rápida evolução tecnológica, marcado por transformações sociais, emocionais e educacionais, as instituições de ensino enfrentam a complexa tarefa de equilibrar inovação, bem-estar e resultados pedagógicos. Diante desses aspectos, a gestão escolar enfrenta diversos desafios que exigem uma postura proativa e fundamentada em dados e empatia. 

A pandemia acelerou a digitalização e também expôs vulnerabilidades críticas, especialmente em saúde mental e equidade. Em 2026, o gestor precisa lidar simultaneamente com o avanço tecnológico, a crise de bem-estar e a demanda por equidade. Ignorar qualquer um desses pilares é comprometer o futuro da escola. 

O uso da Inteligência Artificial

A IA está presente no dia a dia das pessoas e já é uma realidade nas salas de aula. De acordo com a pesquisa TIC Educação 2024, 70% dos estudantes do Ensino Médio utilizam ferramentas de IA para auxiliar nos estudos. O dado indica que a proibição talvez não seja o melhor caminho — é necessário olhar para a integração do recurso nas atividades pedagógicas. 

É preciso que a gestão escolar transite para uma postura de orientação e pense em desenvolver programas e capacitações que ensinem estudantes e professores a utilizar a IA de forma crítica, combatendo a dependência de respostas prontas e fomentando o pensamento analítico. 

A gestão pode liderar ações e diretrizes para o uso ético da ferramenta, sempre destacando a capacidade humana. Além disso, a formação de professores para integrar a IA de maneira pedagógica e responsável é importante para maximizar seus benefícios e diminuir seus riscos.

Na educação, a IA demanda uma reconstrução das próprias relações. As relações humanas tornam-se ainda mais centrais em uma época marcada pela tecnologia. Quanto mais digitais ficam os ambientes, mais valioso se torna aquilo que a tecnologia não consegue substituir: o vínculo humano.

Na prática, a gestão pode:  

Criar um código de conduta de IA para difundir entre a comunidade escolar. A ideia é que o documento foque na responsabilidade do uso. É possível abordar pontos como transparência para deixar explícito o uso de IA, privacidade de dados e orientações sobre ética e plágio. 

A prática também pode se dar na formação docente. Alguns pontos que podem ser tratados: desmistificação, uso pedagógico crítico e o uso de comandos (prompts) adequados para as pesquisas. 

Em paralelo, a gestão também pode promover ações e criar espaços que reforcem as relações e interações humanas, promovendo e fortalecendo o senso de pertencimento e a responsabilidade coletiva. Uma das formas que a gestão pode iniciar esse trabalho é adotar metodologias e programas socioemocionais que valorizam o desenvolvimento de habilidades e a formação integral dos estudantes. 

O cuidado com a saúde mental e bem-estar

A saúde mental de alunos e professores é um dos principais pontos de atenção da gestão. A hiperconectividade e o uso intenso de tecnologias digitais têm impactado diretamente a saúde emocional. De acordo com o Panorama de Saúde Mental 2024, realizado pelo Instituto Cactus em parceria com a AtlasIntel, 45% dos casos de ansiedade em jovens de 15 a 29 anos estão relacionados ao uso intensivo de telas e plataformas digitais. Por conta desse cenário de excesso, em janeiro de 2025, o governo federal sancionou a lei de restrição ao uso de celulares na escola. De acordo com entrevistas concedidas à CNN, o primeiro ano de restrição foi marcado pelo aumento do nível de concentração e engajamento dos estudantes. 

Assim, o ambiente escolar é convidado a atuar como um mediador do caos digital. A escola não pode carregar sozinha o peso da saúde mental, mas a gestão pode atuar de diferentes formas para minimizar os problemas. 

Na prática, a gestão pode:


Optar por implementar programas de bem-estar que fortaleçam a construção de um ambiente seguro e acolhedor. O programa pode ter diferentes objetivos, como o desenvolvimento de habilidades socioemocionais e criação de uma rede de apoio entre os próprios estudantes e professores. Espaços de descompressão também podem ajudar. 

Para agir no caso da hiperconectividade, a gestão pode promover o uso consciente da tecnologia, incentivando os participantes a passar tempo em outras atividades e a compreender os impactos do uso excessivo no cérebro e no bem-estar emocional. 

Outro ponto importante: é possível enfrentar casos graves de sofrimento mental no contexto escolar. Para isso, é preciso estar preparado com base em um protocolo que oriente os procedimentos a serem adotados, tais como identificação e escuta ativa das questões, comunicação com a família e articulação de apoio psicológico e orientação dentro da própria escola, com uma equipe apta a receber o caso. 

A escassez e valorização de professores

 A qualidade da educação está intrinsecamente ligada à valorização e à disponibilidade de profissionais qualificados. A UNESCO alerta para uma escassez global de 44 milhões de professores para alcançar as metas educacionais até 2030. No Brasil, aspectos como a desvalorização da carreira e o adoecimento docente também são pontos a se considerar.

A partir desse cenário, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), alterou a Norma Regulamentadora 1 (NR-1), com diretrizes que norteiam empresas e trabalhadores para garantir um ambiente de trabalho seguro e saudável, o que inclui as escolas. Isso significa revisar processos internos, como a organização e as condições do trabalho, para promover um ambiente saudável. As empresas que não aderirem à NR-1 podem receber multas, além de registrar aumento nos afastamentos dos colaboradores. Com essa atualização, percebe-se que o cuidado com a saúde mental passa a ser uma obrigação das empresas e organizações. 

A implementação da NR-1 nas escolas pode ser simples e progressiva, e alguns pontos que podem ser considerados são:

  • Reconhecer os riscos psicossociais existentes;
  • Mapear situações de maior desgaste relacional;
  • Definir ações preventivas possíveis; 
  • Registrar, acompanhar e revisar periodicamente essas ações.

O objetivo não é eliminar todos os problemas de uma vez, mas reduzir riscos e proteger as pessoas. 

Na prática, a gestão pode:

Ter em mente que salários dignos, programas de formação continuada e melhores condições de trabalho são aspectos que requerem atenção. Criar um ambiente de segurança e liberdade é essencial para reter talentos e garantir a qualidade do ensino. Nesse sentido, algumas estratégias eficientes podem ser: mentorias de desenvolvimento de carreira, automatização de tarefas administrativas e burocráticas utilizando a IA, sistemas de reconhecimento contínuo e formação continuada sobre diferentes temas de interesse dos educadores. 

A inclusão escolar

O Censo Escolar 2024 registrou um aumento expressivo de 44,4% nas matrículas de estudantes com Transtorno do Espectro Autista (TEA) em apenas um ano, totalizando cerca de 918 mil alunos. De acordo com o Ministério da Educação, a Educação Especial já soma mais de 2,1 milhões de matrículas no Brasil, com 95,7% desses estudantes inseridos em classes comuns do ensino regular. 

Embora o acesso tenha crescido, a qualidade da inclusão ainda é um desafio. O Censo Escolar 2024 divulgou que apenas 20,5% das escolas brasileiras oferecem Atendimento Educacional Especializado (AEE). Sendo assim, alguns estudantes que necessitam desse suporte não o recebem. 

Nesse sentido, o desafio da gestão escolar é priorizar a implementação de salas de recursos, a contratação de profissionais de apoio e a formação continuada de professores para lidar com a neurodiversidade em sala de aula.

Na prática, a gestão pode:

Adotar os princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem (DUA), modelo pedagógico que orienta a criação de estratégias de aprendizagem flexíveis e acessíveis a todos, oferecendo diferentes meios de motivar os estudantes, variadas representações e formas de aprendizado. Além disso, a gestão pode priorizar a contratação de profissionais qualificados, investir em formação continuada e estruturar planos de atendimento especializados.

A aproximação com as famílias de forma verdadeira:

 A parceria entre escola e família segue sendo uma das frentes mais sensíveis da gestão escolar. Essa parceria vai além das reuniões ou eventos específicos, e pressupõe a construção de um vínculo verdadeiro. De acordo com o levantamento Educação na Perspectiva dos Estudantes e seus Familiares, do Itaú Social, a participação da família contribui para a aprendizagem e desempenho dos estudantes em sala de aula. Porém, a participação dos responsáveis é mais forte nos primeiros anos da educação básica e vai diminuindo com o decorrer dos anos. 

Na prática, a gestão pode: 

Criar canais de comunicação claros e acessíveis que não sejam apenas informativos, propor momentos de alinhamento de expectativas e diferentes ações que promovam acolhimento e senso de pertencimento na comunidade escolar. 

A tecnologia é também uma poderosa ferramenta para a aproximação com as famílias. A gestão deve garantir que as plataformas digitais sejam usadas para construir pontes que fortaleçam essa relação. Com o apoio do digital é possível adotar práticas como: utilização de portais de transparência, oferecendo dados como planos de aula e objetivos de aprendizagem, canais de comunicação via aplicativos de mensagem e momentos online com pais e responsáveis, como webinars e variados tipos de formação. 

Os desafios da gestão escolar em 2026 são complexos e interdependentes. Tecnologia, saúde mental, inclusão, valorização docente e relação com as famílias não podem ser tratados de forma isolada. Enfrentar os desafios da gestão também passa pela formação contínua e pela busca de informações em fontes confiáveis. Investir em materiais que aprofundem a compreensão sobre tecnologia, inclusão e desenvolvimento humano fortalece a tomada de decisão.

Algumas referências que podem apoiar gestores nesse processo são:

E-book gratuito: Inteligência Artificial na Educação – UNESCO

Livro: Inclusão Escolar: o que é? por quê? como fazer? – Maria Teresa Eglér Mantoan

Canal no Youtube: Vídeos da NOVA ESCOLA para acompanhar

Há um caminho frutífero quando a gestão se baseia em dados, escuta ativa e compromisso com o desenvolvimento humano. Investir em formação contínua, fortalecer redes de apoio e manter o olhar atento às transformações sociais são atitudes que fortalecem a escola como espaço de aprendizagem, cuidado e pertencimento.

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